Transformação em Facilities: o case Cielo e o futuro dos espaços corporativos
O universo de Facilities Management (FM) está em plena revolução — e o case da Cielo, apresentado por Renato Fonseca, coordenador de Facilities, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, é prova viva disso.
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Em conversa no programa Woba Convida, ele compartilhou como a empresa vem usando flexibilidade, tecnologia e escuta ativa para transformar seus escritórios em palcos de produtividade, experiência e inclusão.
Inovação em escala: a transição para escritórios flexíveis
A Cielo iniciou uma jornada ousada: migrar 16 filiais para o modelo flexível, realocando 85% dos colaboradores do time comercial em espaços Woba. O projeto foi executado em 45 dias, com 108 salas entregues no modelo “plug and play”.
O objetivo inicial era claro — levar a mesma experiência do escritório-sede para equipes distribuídas em todo o país. Mas o resultado superou expectativas: maior engajamento, produtividade e eficiência financeira, além de uma operação mais ágil e sustentável.
“A eficiência está nos detalhes: do pãozinho do café ao budget milionário. Facilities é olhar para o micro e o macro com inconformismo e inovação constante”, destacou Renato.
Eficiência e experiência: o equilíbrio que gera valor
Com uma equipe enxuta e multidisciplinar, Renato reforça que a automatização e o uso estratégico da tecnologia foram essenciais. Processos manuais foram substituídos por análises preditivas e controle em tempo real — reduzindo retrabalho e acelerando decisões.
Além disso, a Cielo passou a tratar Facilities como área estratégica, capaz de gerar ROI mensurável e experiência de marca, não apenas custos.
Inclusão e acessibilidade: o novo padrão de excelência
Outro destaque foi a conquista do selo Guia de Rodas, que certifica ambientes acessíveis e inclusivos. A Cielo adaptou seus escritórios para garantir que todas as pessoas tenham a mesma experiência, indo além da norma técnica.
Exemplo disso foi a adequação de alturas em copas e mobiliários para colaboradores de baixa estatura e a implementação de treinamentos atitudinais para toda a equipe — reforçando o cuidado humano por trás da infraestrutura.
“Mais do que cumprir normas, é sobre empatia e escuta. Acessibilidade não tem linha de chegada: é adaptação contínua”, afirmou Renato.
O futuro dos espaços corporativos: híbrido, humano e estratégico
Para o coordenador, o futuro do trabalho será cada vez mais híbrido, distribuído e inteligente. Modelos de hubs regionais e espaços compartilhados devem substituir grandes sedes fixas, reduzindo deslocamentos e ampliando a qualidade de vida.
A análise de dados e IA também se tornam aliadas na tomada de decisão, permitindo que gestores de Facilities sejam curadores de experiências, e não apenas operadores de espaços.
Conclusão
O case da Cielo com a Woba mostra que transformar Facilities é transformar cultura. Com inovação, empatia e foco em eficiência, a empresa redefiniu o papel do escritório — de um custo fixo a um ativo estratégico.
Esse é o futuro do FM: tecnológico, inclusivo e centrado nas pessoas.
